Sakura resolveu passear um pouco na região da Serra do seu Estado.
Na viagem, contemplou cenários inusitados aos seus olhos que haviam sido postos em clausura no período pandêmico.
Naquele dia, seu olhar foi desperto, teve sua alma lavada.
Apesar de já apresentado o belo lugar, tudo lhe parecia novidade.
Casebres... cercas vivas... jardins e flores por todo lado da região serrana em seu exuberante panorama ao redor da Pedra Azul.
Todo o trajeto foi envolto em manacás belíssimos.
Ah! As lavandas... que deslumbre numa excitação dos sentidos, dando à mulher uma coerência perfumada.
No jardim das delícias, suas sensações acordadas em toques de ternura, num dia inesquecível de alegrias.
Até que, então, conheceu o Bosque das Cerejeiras...
Um frescor invadiu sua alma, sentiu-se integrada com as rosadinhas vaporosas.
A cada flash, inebriada ficava, transformava-se numa fugaz, não efêmera, manifestação primaveril em pleno Inverno.
Numa fundição rosada, no percorrer de alamedas iluminadas, ela sentia jorrar de sua alma um estado de poesia viva, real, espontânea, efervescente... onde seu espírito ganhava fulgor e luz pacificadora.
- Precisa-se de tão pouco para se ser feliz e abençoada, sem intervenção de males externos e inoportunos.
Pensava Sakura, toda encantada, como uma princesa do Bosque das Cerejeiras.
(Clique nas fotos para ver que lindeza em tom de rosa)