Tinha na pele o cheiro das flores
e rasgava as searas com os sentidos
na alvura da manhã bebia o orvalho
antes que o sol lhe queimasse o corpo.
Ah! primavera quem dera,
Que cada broto que surge,
afastasse um lamento,
e cada flor fosse prece,
arco-íris de encantamento…
Bem que se poderia haver um jardim,
Neste recanto só vejo cimento no aço.
Aqui da varanda não vejo um cupim,
Sigo vigilante apesar de meu cansaço.
Girassol
sozinho
pensava
reinar!
Mas
o pobre,
tão
tolinho
para
os lados
não
sabia
olhar!
numa ilha de agaves sem encanto
um deserto enfeitado de gravilhas
em vias de morrer de desencanto.
Com amor infinito a flor-do-campo
abraçou minhas rosas como filhas
do pólen que gerou o terno canto
do pranto ritmado em redondilhas."



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